A prática de esportes melhora a qualidade de vida de crianças e adolescentes

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novembro 14, 2017
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A prática de esportes melhora a qualidade de vida de crianças e adolescentes

Muitos estudos relatam que o comportamento sedentário é um contribuinte importante para a morte e a incapacidade, promovendo doenças em pessoas de todo o mundo, pela ausência de realizar habilidades motoras, sendo um fator que determina a participação em atividades físicas. As crianças com pouca competência motora são mais propensas a adotar um comportamento sedentário ao longo da vida.

Durante a infância, a competência motora é considerada a capacidade de realizar habilidades fundamentais com eficiência, constituindo a base para a futura participação em atividades esportivas e físicas que requerem movimentos especializados. Se as habilidades motoras fundamentais não são adequadamente adquiridas, uma criança pode enfrentar uma barreira de proficiência que pode limitar seu desempenho e capacidade de aprender novos movimentos e, portanto, dificultar o engajamento em atividades físicas e esportes.

A influência da atividade física e do esporte na competência motora das crianças durante a infância foi observada em várias investigações. O esporte durante a infância média tem um efeito positivo nas habilidades de controle de locomotores e/ou objetos, assim como os programas de dança. Essas descobertas concordam com a abordagem teórica que sugere a existência de uma relação emergente entre o desenvolvimento da competência motora e a atividade física ao longo do tempo.

Como uma subcategoria de atividade física de lazer, praticar esporte pode ser caracterizado como um envolvedor de sessões práticas organizadas e específicas para um esporte que podem proporcionar oportunidades para serem fisicamente ativas, bem como favorecer o desenvolvimento psicossocial e a aquisição de habilidades de vida, como cooperação, disciplina, liderança e autocontrole. Os esportes são uma forma de aumentar a quantidade de tempo gasto em atividades físicas moderadas a vigorosas e têm potencial para prevenir problemas cardiovasculares e obesidade em crianças. O esporte também pode representar um desafio para o controle e coordenação, tais condições são críticas para a aquisição de habilidades motoras. Os estudos geralmente mostram uma associação positiva entre praticar esporte e competência motora em crianças de 5 a 12 anos.

É claro que hoje em dia, muitas oportunidades de se envolver em esportes estão disponíveis para crianças pequenas. Escolas privadas, clubes e comunidade oferecem esportes como natação, artes marciais, futebol e dança para crianças desde a idade pré-escolar. No entanto, existem dados escassos sobre a influência do esporte no desenvolvimento durante a primeira infância, apesar de este período ser um dos estágios mais importantes no desenvolvimento humano.

Além disso, não está claro se o gênero tem influência na competência motora na infância. Alguns estudos que compararam o desempenho de crianças e mostraram semelhanças entre gêneros, mas alguns encontraram garotos com habilidades um tanto superiores, enquanto outros encontraram as meninas com um melhor desempenho. Em vista desses resultados, o gênero ainda é uma variável relevante na investigação da competência motora.

Este estudo, portanto, visa investigar possíveis diferenças nas habilidades motoras brutas entre pré-escolares de 3 a 5 anos que participam regularmente de práticas esportivas (SP) e pré-escolares da mesma idade da mesma região que não, incluindo comparações entre gêneros.

MÉTODOS

Usando um desenho transversal, o presente estudo analisou dados secundários de um projeto longitudinal de grande escala intitulado “Estudo longitudinal da saúde e bem-estar de crianças em idade pré-escolar” (Estudo longitudinal de observação da saúde e bem-estar da criança em idade pré-escolar – ELOS-Pre). A permissão para o estudo foi concedida pelo comitê de ética local (C097/10; CAAE – 0096.0.097.000-10) e foi obtido um consentimento por escrito de todos os pais/tutores. A população-alvo consistiu em crianças de três a cinco anos, de 27 escolas públicas e privadas distribuídas proporcionalmente em seis regiões administrativas políticas de Recife (PE – Brasil). Os participantes foram selecionados de ELOS-Pre usando uma técnica de múltiplos estágios de amostragem de cluster. Inicialmente, as escolas foram selecionadas aleatoriamente de uma lista ordenada alfabeticamente. Se uma escola não forneceu autorização escrita para participar do estudo, foi substituída por uma escola anterior da lista. De cada escola selecionada, todas as crianças regularmente matriculadas foram convidadas a participar do estudo sobre os pais que assinaram um formulário de consentimento. As avaliações ocorreram entre agosto e novembro de 2010.

Para os propósitos do presente estudo, as crianças foram divididas em dois grupos com base na participação nas práticas esportivas. Um grupo tinha práticas esportivas profissionalmente orientadas (SP), enquanto a outra não tinha envolvimento regular em esportes (NSP). O critério de atribuição dos grupos baseou-se na informação dos pais, que foi completada através de um questionário baseado na população (ELOS-Pre). ELOS-Pre fornece informações sociodemográficas sobre a criança (como idade e data de nascimento) e sobre a participação em esportes, usando as seguintes perguntas:

a) Seu filho/filha pratica esportes em um ambiente supervisionado profissionalmente (incluindo dança e marcial artes)? e

b) Se o seu filho/filha participa regularmente de um esporte, responda qual é o tipo de atividade, quantas vezes por semana e quanto tempo dura cada sessão.

Uma criança foi incluída no grupo SP se ele ou ela praticava esportes por pelo menos duas horas por semana como parte de um programa supervisionado profissionalmente. Das 393 crianças examinadas quanto às habilidades locomotoras, 54 (30 meninos) preencheram os critérios para o grupo SP e das 344 crianças que completaram o teste de habilidades de controle de objeto, 37 (17 meninos) preencheram os mesmos critérios e foram incluídos no grupo SP. A técnica de emparelhamento foi aplicado para formar o grupo NSP. Cada criança do grupo SP foi combinada com uma do grupo NSP, de acordo com o gênero, a idade em meses (com uma variação máxima de seis meses) e a localização da escola. Se mais de uma criança encontrou os critérios para inclusão no grupo NSP, uma seleção aleatória foi realizada usando uma ferramenta de sorteio (www.randomizer.org). Não houve diferença estatística entre as idades dos grupos.

RESULTADOS

Em geral, o grupo SP apresentou melhor desempenho do que o grupo NSP.

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